HISTÓRIAS DE SOUAD MASSI

SOUAD MASSI nasceu em 1972 em Argel numa família cabila. Na década de 1990 juntou-se a banda hard rock Atakor que ganhou populariedade pelas suas canções de intervenção política, o que não agradou ao regime instalado na altura na Argélia. Em 1999, depois de ter recebido ameaças de morte, Souad fugiu do seu país para se exilar em França. A sua carreira solo começou em 2001 com o lançamento do álbum intitulado راوی - Raoui (Contador de Histórias), que incluía 17 canções inspiradas na música ocidental, principalmente folk americano. O segundo álbum de Souad foi lançado em 2003. O terceiro (e até a data o último), intitulado مسک‌الیل - Mesk Elil (Lonicera) viu a luz do dia em 2005. Vejamos uma das canções desse álbum. Chama-se Dar Djedi (A Casa do Avô):



SENTE SARA TAVARES

O mais recente álbum de SARA TAVARES intitulado Xinti (Sente) foi lançado em Maio de 2009. Nascida em Lisboa em 1978, Sara é portuguesa de origem caboverdiana, e é por esta razão que a sua música está profundemente enraizada nos ritmos da terra de Cabo Verde. Xinti é o quarto álbum dos originais da artista. Comparado com os álbuns anteriores, Xinti apresenta-se como um trabalho mais sólido, orgânico e íntimo. É também, na minha opinião, o melhor álbum de Sara. Vejamos o vídeo da canção Ponto de Luz que foi rodado na nossa bela cidade de Lisboa:



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MARI DO NORTE

MARI BOINE, nascida em 1956 na Noruega, é representante do povo lapão que habita os confins setentrionais do continente europeu. Ficou conhecida não só como uma artista que mistura rock e jazz com cantos tradicionais lapões (conhecidos como yoiks), mas também como lutadora pelos direitos do seu povo. Até à data lançou oito álbuns, todos cantados quase na íntegra em lapão (que é uma língua próxima do finlandês). Vejamos o vídeo da canção intitulada Elle, que aparece na banda sonora do filme Kautokeinoopprøret:



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PATRICIA KAAS NA EUROVISÃO 2009!

A grande dama da canção francesa PATRICIA KAAS acabou de lançar o seu novo álbum intitulado Kabaret. Kabaret, que é uma homenagem às grandes mulheres dos anos trinta do século passado (como Greta Garbo ou Marlena Dietrich) é um álbum excelente. Contém duas canções faladas (Addicte aux Héroïnes e Mon Piano Rouge), que acho absolutamente geniais. Foi com grande agrado (e grande supresa) que há alguns dias fiquei a saber que uma das canções deste belíssimo álbum vai representar França no próximo Festival Eurovisão da Canção. A canção escolhida chama-se Et s'il fallait le faire. É muito bonita, mas não creio que obtenha uma boa classificação no concurso (oxalá esteja enganado). É boa demais. Vejamos o vídeo:


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O MUNDO DE CLAIRE DITERZI

CLAIRE DITERZI nasceu em 1971 na cidade francesa de Tours. A sua música é tudo menos monótona ou previsível. Não deixa ninguém indiferente. Apesar de poderem ser classificadas como indie ou música experimental, as canções de Claire nunca perdem de vista a linha melódica da canção pop. Embora o percurso artístico de Claire tenha começado ainda em 1987, o primeiro álbum solo da artista intitulado Boucle viu a luz do dia apenas em 2006. O segundo álbum de Claire intitulado Tableau de chasse foi lançado em 2008. Na canção-título do álbum Tableau de chasse a artista junta trompas de caça com um coro inspirado nas vozes femininas búlgaras. O vídeo, inspirado nas pinturas de Fragonard e Watteau, fazia Björk morrer de inveja:



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ELENI TSALIGOPOULOU

ELENI TSALIGOPOULOU nasceu na pequena cidade de Naousa no norte da Grécia. Começou a cantar ainda em criança. Até à data lançou quase uma dezena de discos que foram um sucesso atrás do outro. O estilo de Eleni transita entre o rebetiko (a variedade grega do folk urbano) e a música pop. Um dos melhores álbuns de Eleni intitulado Κάθε τέλοσ κι αρχή - Kathe Telos Ki Arhi foi lançado em 2005. Vejamos o vídeo (bem divertido, diga-se de passagem) da canção mais conhecida do álbum em questão. A canção chama-se Είναι εντάξει μαζί μου - Ine Entaksi Mazi Mou (Ele Está Bem Comigo):



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A MÃE DA ALMA CIGANA

Já falámos aqui sobre a rainha dos ciganos Esma Redžepova. Mas há outras grandes senhoras da música cigana que vale a pena conhecer. Uma delas é LJILJANA BUTTLER. Ljiljana nasceu em 1944 em Belgrado na antiga Jugoslávia. Nostálgicas e tristes, as canções de Ljiljana contam as histórias dos amores perdidos, da solidão e do envelhecimento. Apesar de já não poder ser chamada "a rainha dos ciganos", Ljiljana ganhou outras alcunhas igualmente elogiadoras, tais como "a Ella Fitzgerald cigana", "a Billie Holiday da música cigana" ou "a mãe da alma cigana". Vejamos o fragmento do concerto de Ljiljana que teve lugar em 2007 em Las Palmas. A canção chama-se Djelem, Djelem Daje (aparece no álbum The Mother of Gypsy Soul lançado em 2002):



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RITA MAIS UMA VEZ

Já aqui falámos sobre רמזים - Remazim (Alusões), que é o disco mais recente da cantora israelense nascida em 1962 na cidade de Teerão RITA KLEINSTEIN. Mas não apresentámos ainda a mais bonita canção deste álbum (na minha opinião). A canção chama-se הפעם - HaPaam (Desta Vez). Foi composta, escrita e produzida por Ivri Lider, que é um dos cantores e compositores israelitas mais populares de actualidade, conhecido não só pela sua actividade artística como também por ser orgulhosamente gay. Vejamos o vídeo:



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JOHANNA KURKELA

Apesar de ter apenas 23 anos, a finlandesa JOHANNA KURKELA já lançou três discos. Tudo em Johanna parece ser sublime, vulnerável e etéreo. A aparência física. A voz. E as canções, que balançam levemente entre o pop e o folk. A serenidade e delicadeza das músicas de Johanna condiz perfeitamente com a melodicidade e um certo misticismo que emana da língua finlandesa. Vejamos o vídeo da canção Ehkä Ensi Elämässä (Se Calhar Na Vida Seguinte), que apareceu no segundo álbum da artista intitulado Marmoritaivas:



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CARMEN LA JOTERA

Dotada de muita criatividade artística, carisma e uma voz intrigante, CARMEN PARÍS é uma artista inconfundível. É frequentemente identificada como a representante e a mais importante cantora da província de Aragão. Os seus dois primeiros discos (intitulados Pa' Mi Genio e Jotera Lo Serás Tú, respectivamente) são um exemplo muito prometedor de fusão entre la jota (que é a música tradicional aragonesa), o flamenco e o jazz. O terceiro álbum da artista, intitulado InCubando e lançado há alguns meses, incorpora também elementos da música cubana. Vejamos o vídeo da canção El Caramelo:



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